_Curso: Politizando Beyoncé: raça, gênero e sexualidade
Data e hora
7 de dez de 2018 às 22:00
Local do evento
Tapera Taperá
2º andar, loja 29 - Av. São Luís, 187 - República
São Paulo, SP - Brasil
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Organizador do evento
Contato Lets.events
**CURSO: Politizando Beyoncé: raça, gênero e sexualidade Três encontros: 07, 14, 21 de dezembro Quando? Sextas, das 19h às 21h Investimento total: R$ 150,00 Onde? Na Taperinha (Av. São Luís, 187, 3º andar, loja 02) Inscrições: https://bit.ly/2RGZI0p Professores: Alisson Prando e Rosane Borges Para mais informações, contatar [email protected] PÚBLICO-ALVO Artistas, profissionais de mídia, produtoras (es) e gestores (as) culturais, profissionais da educação, profissionais e estudantes de comunicação, artes e filosofia, ativistas e pesquisadoras(es) das relações raciais e de gênero. Somente divulgação. APRESENTAÇÃO: Partindo do pressuposto de que a cultura pop funciona como espelho social e político do mundo contemporâneo, o curso “Politizando Beyoncé: raça, gênero e sexualidade” analisa a estética da cantora, que se converteu em pop star, trazendo para reflexão tópicos relacionados à indústria cultural, à dinâmica do espetáculo e ao entretenimento, conectando-os com as clivagens raciais, de gênero e de sexualidade. Filósofas e ativistas feministas como Angela Davis, Beatriz Nascimento, Alice Walker, Lélia Gonzalez, Grada Kilomba, Audre Lorde, Sueli Carneiro, Luiza Bairros, Jurema Werneck bem como pensadoras (es) da indústria cultural e do entretenimento serão referências que nos guiarão em nossa jornada. O curso contará ainda com a participação de convidadas (os) do mercado de mídia que contribuirão para uma visão plural do trabalho de Beyoncé e das práxis feministas. O impacto das últimas produções de Beyoncé, seus dois álbuns visuais “BEYONCÉ” (2013) e “Lemonade” (2015), foi tão expressivo que suscitou a oferta de cursos em universidade ao redor do mundo, como em Copenhage, Harvard e Rutgers. CRONOGRAMA DE AULAS: Encontro 1 | 07.12 Indústria cultural, entretenimento e cultura pop: a presença de artistas mulheres, negros e trans Este encontro tem como propósito explorar os múltiplos aspectos da cultura pop, pondo em relevo a ascensão da indústria do entretenimento sob os interesses do capital. Aborda a emergência de artistas negros, mulheres e trans, apontando as clivagens de raça, gênero e sexualidade no processo de projeção imagética dos símbolos artísticos mundiais no mercado de bens simbólicos e culturais. As(os) cursistas terão a oportunidade de assistir integralmente o disco 'BEYONCÉ' (2013), que desafiou as lógicas da indústria musical e estabeleceu diálogos sobre relacionamentos afetivos, sexualidade feminina e queer. Este álbum presta homenagem a ícones como Grace Jones, Madonna, Donna Summer e Chimamanda Ngozi Adichie. Encontro 2 | 14.12 Politização da estética: Beyoncé militante, artista ou ícone do entretenimento? Neste encontro discutiremos as possibilidades de politização da estética de Beyoncé apresentando, em linhas gerais, os vínculos entre a indústria do entretenimento e as novas performances sociais e individuais que carregam inegavelmente um apelo político transformador. Movimentando-se numa galeria pós-pop, a estética de Beyoncé reposicionou no espaço público discussões sobre raça, gênero e sexualidade provocando diferentes maneiras de decifração. Afinal, o que representa sua tecnoperformances? Entretenimento, arte ou ativismo? Ou os três juntos? Será exibido o álbum visual ‘Lemonade’, considerado um divisor de águas na história do audiovisual e da cultura POP. Em ‘Lemonade’, Beyoncé cria pontes de diálogo com ícones como Malcolm X, Nina Simone e Eartha Kitt. Como no álbum anterior, a artista adota a metodologia de criar videoclipes para todas as faixas de seu registro de inéditas – dessa vez com a diferença de uma história autobiográfica e linear, que versa sobre as representações das mulheres negras na sociedade. Encontro 3 | 21.12 Estetização da política: quais os enfrentamentos possíveis? Se a indústria do entretenimento pode sofrer agenciamentos da política, o contrário também é verdadeiro. O nosso terceiro encontro irá enfrentar o contramovimento que a obra de Beyoncé nos faz percorrer. A política contemporânea deixou de ser exclusiva dos espaços tradicionais, migrando para territórios outros, inabituais, que vêm tornando visíveis reivindicações e plataformas políticas advindas do campo do entretenimento e da indústria cultural. Será exibida integralmente a performance de Beyoncé no Coachella. É válido lembrar que ela foi a primeira artista negra a ser headliner do tradicional festival norte-americano. O show funcionou como um retorno aos palcos de Beyoncé: nele, ela prestou referências aos Panteras Negras, Nefertiti e às universidades negras norte-americanas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: APPADURAI, Arjun. Dimensões culturais da globalização: a modernidade sem peias. BORGES, Rosane. Esboços de um tempo presente. Rio Janeiro: Malê, 2016. CARNEIRO, Sueli. Enegrecer o feminismo: a situação da mulher negra na América Latina a partir de uma perspectiva de gênero. In: Portal Geledés. DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo, 2016. _________. Mulheres, cultura e política. São Paulo: Boitempo, 2017. GONZALEZ, Lélia. GONZALEZ, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. Revista Ciências Sociais Hoje, Anpocs, 1984, p. 223-244. hooks, bell. Black looks: race and representation. Boston: South end Press, 1992. KILOMBA, Grada. The mask. In: Plantation Memories: episodes of everyday racism. Münster: Unrast Verlag. 2. Auflage, 2010. LORDE, Audre. Sister outsider. MORRISON, Toni. Playing in the dark: whiteness and the literary imagination. New York: Vintage Books, 1992. RATTS, Alex; GOMES, Bethânia (orgs.). Todas [as] distâncias: poemas, aforismos e ensaios de Beatriz Nascimento. Salvador: Ogum's Toques Negros, 2015. SODRÉ, Muniz. A verdade seduzida. Rio de Janeiro: DPA, 2001. WALKER, Alice. A cor púrpura. Lisboa: José Olympio, 1990. WERNECK, Jurema. O samba segundo as ialodês: mulheres negras e cultura midiática. Tese de doutorado. Rio de Janeiro: ECO, 2002. Referências Videográficas: Álbum visual “BEYONCÉ” (2013) Álbum visual “ Lemonade” (2015) Beyoncé live at Coachella (2018) SOBRE OS PROFESSORES: Rosane Borges Jornalista, pós-doutora em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo, professora colaboradora do grupo Estética e vanguarda da ECA, articulista da Revista Carta Capital, do blog da Editora Boitempo e do site Jornalistas Livres. Autora de diversos livres, entre eles: Espelho infiel: o negro no jornalismo brasileiro (2004), Mídia e racismo (2012), Esboços de um tempo presente (2016). Alisson Prando Pesquisador pelo CNPq com as temáticas de gênero, sexualidade e feminismo através de perspectivas butlerianas. Atua também enquanto blogueiro e jornalista pelos portais DiscoPunisher e WhatElseMag, onde entrevistou mais de 200 ícones populares, de Caetano Veloso à Charli XCX, de Elza Soares à Pabllo Vittar, recebendo mais de 2 milhões de visitas. É um dos membrxs fundadores do grupo #partidA proposto por Márcia Tiburi. OBSERVAÇÕES: 1. Vagas confirmadas apenas com pagamento. 2. Política de devolução: Se houver cancelamento até o dia 30.11, será cobrada multa de 10% do valor do curso. Em caso de desistência entre o dia 01.12 e 07.12, a multa será de 40% do valor do curso. Desistências até dia 08.12 (após a primeira aula) serão reembolsadas em 50%. Os valores serão devolvidos via depósito bancário a ser feito em conta de titularidade do participante inscrito. Atenção: após 08.12 não será possível devolver o valor da inscrição. Em casos excepcionais, por circunstâncias imprevistas, se um curso eventualmente for cancelado, todos os valores pagos serão integralmente restituídos. 3. Certificado de conclusão: Os alunos devem participar no mínimo de 75% do curso para pedir o certificado de conclusão do curso, que será emitido em até 5 dias úteis após o término do mesmo.
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